Volver a los diecisiete (Mercedes Sosa)
Volver a los diecisiete después de vivir un siglo
es como descifrar signos sin ser sabio competente,
volver a ser de repente tan frágil como un segundo
volver a sentir profundo como un niño frente a Dios
eso es lo que siento yo en este instante fecundo.
Se va enredando, enredando
como en el muro la hiedra
y va brotando, brotando
como el musguito en la piedra
como el musguito en la piedra, ay si, si, si.
Mi paso retrocedido cuando el de ustedes avance
el arca de las alianzas ha penetrado en mi nido
con todo su colorido se ha paseado por mis venas
y hasta la dura cadena con que nos ata el destino
es como un diamante fino que alumbra mi alma serena.
Se va enredando, enredando
como en el muro la hiedra
y va brotando, brotando
como el musguito en la piedra
como el musguito en la piedra, ay si, si, si.
Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber
ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento
todo lo cambia al momento cual mago condescendiente
nos aleja dulcemente de rencores y violencias
solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes.
Se va enredando, enredando
como en el muro la hiedra
y va brotando, brotando
como el musguito en la piedra
como el musguito en la piedra, ay si, si, si.
El amor es torbellino de pureza original
hasta el feroz animal susurra su dulce trino
detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros,
el amor con sus esmeros al viejo lo vuelve niño
y al malo sólo el cariño lo vuelve puro y sincero.
Se va enredando, enredando
como en el muro la hiedra
y va brotando, brotando
como el musguito en la piedra
como el musguito en la piedra, ay si, si, si.
De par en par la ventana se abrió como por encanto
entró el amor con su manto como una tibia mañana
al son de su bella diana hizo brotar el jazmín
colando cual serafín al cielo le puso aretes
mis años en diecisiete los convirtió el querubín
Tradução
Voltar aos dezessete
Voltar aos dezessete depois de viver um século
é como decifrar signos sem ser sábio competente
voltar a ser de repente tão frágil como um segundo
voltar a sentir profundo como uma criança frente a
Deus
isso é o que eu sinto neste instante fértil.
Vai se enredando, enredando
como no muro a hera
e vai brotando, brotando
como o musguinho na pedra
como o musguinho na pedra, ai sim..., sim..., sim...
Meu passo recuado quando o de vocês avança
o arco das alianças penetrou em meu ninho
com todo seu colorido passeou por minhas veias
e até a dura corrente com a qual nos ata o destino
é como um diamante fino que ilumina minha alma serena
Vai se enredando, enredando
como no muro a hera
e vai brotando, brotando
como o musguinho na pedra
como o musguinho na pedra, ai sim..., sim..., sim...
O que pode o sentimento não o pôde o saber
nem o mais claro comportamento, nem o mais amplo
pensamento
tudo muda o momento qual mago condescendente
nos afasta docemente de rancores e violências
Só o amor com seu saber nos torna tão inocentes
Vai se enredando, enredando
como no muro a hera
e vai brotando, brotando
como o musguinho na pedra
como o musguinho na pedra, ai sim..., sim..., sim...
O amor é torvelinho de pureza original
Até o feroz animal sussurra seu doce canto
detém os peregrinos, libera os prisioneiros
o amor com seus caprichos o velho torna criança
e ao mau só o carinho o torna puro e sincero
Vai se enredando, enredando
como no muro a hera
e vai brotando, brotando
como o musguinho na pedra
como o musguinho na pedra, ai sim..., sim..., sim...
Completamente a janela se abriu como por encanto
entrou o amor com seu manto como uma morna manhã
ao som de seu belo toque fez brotar o jasmim
entrando qual serafim no céu colocou brincos
Meus anos em dezessete os converteu o querubim
Mostrando postagens com marcador Letra de Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Letra de Música. Mostrar todas as postagens
domingo, 12 de junho de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Enquanto isso na taverna da Villa...
O Ébrio
Clipe: Vicente Celestino - O Ébrio
Filme: O Ébrio
Ano: 1946
Diretor: Gilda de Abreu.
Elenco: Vicente Celestino, Alice Archambeau, Rodolfo Arena e Walter d'Ãvila.
"Tornei-me um Ébrio e na bebida busco esquecer/Aquela ingrata que eu amava e que me abandonou/ Apedrejado pelas ruas vivo a sofrer..."
Composição : Vicente CelestinoRecitativo - Falado : Nasci artista. Fui cantor. Ainda pequeno levaram-me para uma escola de canto. O meu nome, pouco a pouco, foi crescendo, crescendo, até chegar aos píncaros da glória. Durante a minha trajetória artística tive vários amores. Todas elas juravam-me amor eterno, mas acabavam fugindo com outros, deixando-me a saudade e a dor. Uma noite, quando eu cantava a Tosca, uma jovem da primeira fila atirou-me uma flor. Essa jovem veio a ser mais tarde a minha legítima esposa. Um dia, quando eu cantava A Força do Destino, ela fugiu com outro, deixando-me uma carta, e na carta um adeus. Não pude mais cantar. Mais tarde, lembrei-me que ela, contudo, me havia deixado um pedacinho de seu eu: a minha filha. Uma pequenina boneca de carne que eu tinha o dever de educar. Voltei novamente a cantar mas só por amor à minha filha. Eduquei-a, fez-se moça, bonita... E uma noite, quando eu cantava ainda mais uma vez A Força do Destino, Deus levou a minha filha para nunca mais voltar. Daí pra cá eu fui caindo, caindo, passando dos teatros de alta categoria para os de mais baixa. Até que acabei por levar uma vaia cantando em pleno picadeiro de um circo. Nunca mais fui nada. Nada, não! Hoje, porque bebo a fim de esquecer a minha desventura, chamam-me ébrio. Ébrio...
Tornei-me um ébrio e na bebida busco esquecer
Aquela ingrata que eu amava e que me abandonou.
Apedrejado pelas ruas vivo a sofrer.
Não tenho lar e nem parentes, tudo terminou...
Só nas tabernas é que encontro meu abrigo.
Cada colega de infortúnio é um grande amigo,
Que embora tenham, como eu, seus sofrimentos,
Me aconselham e aliviam o meu tormento.
Já fui feliz e recebido com nobreza. Até
Nadava em ouro e tinha alcova de cetim
E a cada passo um grande amigo que depunha fé,
E nos parentes... confiava, sim!
E hoje ao ver-me na miséria tudo vejo então:
O falso lar que amava e que a chorar deixei.
Cada parente, cada amigo, era um ladrão;
Me abandonaram e roubaram o que amei.
Falsos amigos, eu vos peço, imploro a chorar:
Quando eu morrer, à minha campa nenhuma inscrição.
Deixai que os vermes pouco a pouco venham terminar
Este ébrio triste e este triste coração.
Quero somente que na campa em que eu repousar
Os ébrios loucos como eu venham depositar
Os seus segredos ao meu derradeiro abrigo
E suas lágrimas de dor ao peito amigo.
Tornei-me um ébrio e na bebida busco esquecer
Aquela ingrata que eu amava e que me abandonou.
Apedrejado pelas ruas vivo a sofrer.
Não tenho lar e nem parentes, tudo terminou...
Só nas tabernas é que encontro meu abrigo.
Cada colega de infortúnio é um grande amigo,
Que embora tenham, como eu, seus sofrimentos,
Me aconselham e aliviam o meu tormento.
Já fui feliz e recebido com nobreza. Até
Nadava em ouro e tinha alcova de cetim
E a cada passo um grande amigo que depunha fé,
E nos parentes... confiava, sim!
E hoje ao ver-me na miséria tudo vejo então:
O falso lar que amava e que a chorar deixei.
Cada parente, cada amigo, era um ladrão;
Me abandonaram e roubaram o que amei.
Falsos amigos, eu vos peço, imploro a chorar:
Quando eu morrer, à minha campa nenhuma inscrição.
Deixai que os vermes pouco a pouco venham terminar
Este ébrio triste e este triste coração.
Quero somente que na campa em que eu repousar
Os ébrios loucos como eu venham depositar
Os seus segredos ao meu derradeiro abrigo
E suas lágrimas de dor ao peito amigo.
Marcadores:
Letra de Música,
Música da Semana
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Música : À um click...
Mando mensagens pra você
Mas não estou certo se você vai ler
Sei que quando passo, já passou
Se já não sei mais nem quem eu sou
Se estou online/ Ela desligada
Se a três passos/ Ela não está
Já estou cansado de tentar te acessar
Dou azar em tudo/ Ela manda cartas
Que eu não leio...
Dê seus ouvidos surdos pra mim
E não me deixe só, tão só assim
Na minha caixa não tem mais lugar
Queimo as cartas sem nem mesmo olhar
Se estou online/ Ela analógica
Se a dois passos/ Toma mais distância
Estou procurando/ Mas não me procura
Vai no link certo/ Eu não leio cartas
Só e-mails...
Tô procurando por Vc
Faço de tudo pra isso acontecer
Se alguém te ensina a navegar
Depois a gente pode se encontrar
Se estou online/ Minha marinheira
Se a um clique/ Menor à distância
Faça suas contas/ Enquanto eu disparo
Local combinado/ Eu vou te buscar
De joelhos...
Se estou online/ Sonhando acordado
Como tenho sorte/ De tentar te acessar
Tá procurando/ Tô a sua procura
Estou de quatro/ Teclados pro ar
Lendo cartas...
Sérgio Laviann Drumond
05/07/2008
Marcadores:
Letra de Música,
Poesia Brasileira,
Totens de Jade
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Totens de Jade
Coração Bambo.
http://juventudeonline.com.br/estados/jcar/site/wp-content/uploads/2010/11/coracao.jpg
Por que? Eu sempre quero o que pra mim é impossível.
Não sei, me ajude, diga o que eu devo fazer.
Você acha que tudo que eu digo não é crível.
Errei, tentando explicar pra quem não quis saber.
Não sei, o que dizer não quero parecer volúvel.
Porque, eu te dei tudo o que você sonhava ter.
Errei, querendo mudar alguém que era incorrigível.
Você então me disse não e eu nem pude dizer.
Você me disse que eu não estava nos seus planos
Mas o que nos separa não é mais que um oceano
Não se esconda atrás dessa cortina de panos
Quero dizer que eu amo, ainda te amo.
Tenho vontade de te ter de novo
O que eu mais quero é poder tocar teu corpo
Sentir todo o sabor que tem teu beijo
Meu bem há quanto tempo eu não te vejo.
Se danças fado e eu não sambo
É porque estás aqui e eu estou lá
Se tu és fada e eu mero bufão
Coração bambo, bambo coração.
31-12-2000
Sérgio Laviann Drummond.
Marcadores:
Letra de Música,
Poesia Brasileira,
Totens de Jade
sábado, 20 de novembro de 2010
"Tire o seu piercing do caminho que eu quero passar com a minha dor."
Piercing Zeca Baleiro.tire o seu piercing do caminho que eu quero passar com a minha dor 2X pra elevar minhas idéias não preciso de incenso eu existo porque penso tenso por isso insisto são sete as chagas de cristo são muitos os meus pecados satanás condecorado na tv tem um programa nunca mais a velha chama nunca mais o céu do lado disneylândia eldorado vamos nós dançar na lama bye bye adeus gene kelly como santo me revele como sinto como passo carne viva atrás da pele aqui vive-se à mingua não tenho papas na língua não trago padres na alma minha pátria é minha íngua me conheço como a palma da platéia calorosa eu vi o calo na rosa eu vi a ferida aberta eu tenho a palavra certa pra doutor não reclamar mas a minha mente boquiaberta precisa mesmo deserta aprender aprender a soletrar Refrão não me diga que me ama não me queira não me afague sentimento pegue e pague emoção compre em tablete mastigue como chiclete jogue fora na sarjeta compre um lote do futuro cheque para trinta dias nosso plano de seguro cobre a sua carência eu perdi o paraíso mas ganhei inteligência demência felicidade propriedade privada não se prive não se prove dont't tell me peace and love tome logo um engov pra curar sua ressaca da modernidade essa armadilha matilha de cães raivosos e assustados o presente não devolve o troco do passado sofrimento não é amargura tristeza não é pecado - lugar de ser feliz não é supermercado Refrão o inferno é escuro não tem água encanada não tem porta não tem muro não tem porteiro na entrada e o céu será divino confortável condomínio com anjos cantando hosanas nas alturas onde tudo é nobre e tudo tem nome onde os cães só latem pra enxotar a fome todo mundo quer quer quer subir na vida se subir ladeira espere a descida se na hora "h"o elevador parar no vigésimo quinto andar der aquele enguiço - sempre vai haver uma escada de serviço Refrão todo mundo sabe tudo todo mundo fala mas a língua do mudo ninguém quer estudá-la quem não quer suar camisa não carrega mala revólver que ninguém usa não dispara bala casa grande faz fuxico quem leva fama é a senzala pra chegar na minha cama tem que passar pela sala quem não sabe dá bandeira quem sabe que sabia cala liga aí porta-bandeira não é mestre-sala e não se fala mais nisso mas nisso não se fala Refrão
Marcadores:
Crítica,
Letra de Música,
Texto e Contexto
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Amando o nada! (letra de música)
Estou triste
Neste Instante
Nao EXISTE
Mais Um Olhar Distante.
A PROCURAR
Mas nao nota
Nao Consigo encontrar
Me Beijar
Eu nao sou Ninguém
Sem PRA amar-me.
Nao Vou, Mais nao
Sofrer
Pensou
Só VOCÊ in.
Estou
Sem saber
Por sou ASSIM que?
O Que fazer?
Pra Outro Lugar
Mais Nao Vou Sorrir
Toda VOLTAR AO Quinta.
Nao estou
Com Você
Meu Passou tempo
Sem eu perceber MESMO.
Indo Choro
A frustrada alma
Volto mentindo
Amando o nada!
Sérgio Drummond Laviann.
Assinar:
Postagens (Atom)
Postagens populares
-
Exercicios Questão 01 – Sabemos que a Arte Românica cresceu devido a fé cristã e que, portanto, tinha um caráter religioso. Em relação às se...
-
História do Surrealismo O Surrealismo foi um movimento artístico francês (que mais tarde se expandiu para outros países) formado po...
-
Arte gótica Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Nota: Se procura o estilo de moda, ver moda gótica . Fachada da Ca...
-
Olá alunos e alunas do 9° ano, este é o Claude Monet: Auto retrato de Claude Monet Essa é a pintura que deu nome ao movimento ...
-
Desenho de Sérgio Laviann - Homenagem a Franz Marc - gafite em papel, 2008. Franz Marc - Torre dos Cavalos Azuis - 1913
-
História do Dadaísmo O dadaísmo surgiu no ano de 1916 em Zurique, no chamado Cabaret Voltaire, por iniciativa de um grupo de artistas e...
-
Desenho de Sérgio Laviann - Homenagem a Modigliani #2- grafite em papel - 2007. A mulher do artista (Jeanne Hérbuterne) - Amedeo Modigl...
-
Piercing Zeca Baleiro. tire o seu piercing do caminho que eu quero passar com a minha dor 2X pra eleva...
-
Sois juristas, sois arautos ou sois algozes? Na qualidade de professor de Comunicação Social e estudante de Direito no estado de Minas G...
-
Atenção, alunos e pais de alunos! Este Blog é de responsabilidade de seu idealizador, que se reserva a utilizá-lo também para expor su...

