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domingo, 12 de junho de 2011

Música da Semana: Volver a los diecisiete

Volver a los diecisiete (Mercedes Sosa)

Volver a los diecisiete después de vivir un siglo
es como descifrar signos sin ser sabio competente,
volver a ser de repente tan frágil como un segundo
volver a sentir profundo como un niño frente a Dios
eso es lo que siento yo en este instante fecundo.

Se va enredando, enredando
como en el muro la hiedra
y va brotando, brotando
como el musguito en la piedra
como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

Mi paso retrocedido cuando el de ustedes avance
el arca de las alianzas ha penetrado en mi nido
con todo su colorido se ha paseado por mis venas
y hasta la dura cadena con que nos ata el destino
es como un diamante fino que alumbra mi alma serena.

Se va enredando, enredando
como en el muro la hiedra
y va brotando, brotando
como el musguito en la piedra
como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber
ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento
todo lo cambia al momento cual mago condescendiente
nos aleja dulcemente de rencores y violencias
solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes.

Se va enredando, enredando
como en el muro la hiedra
y va brotando, brotando
como el musguito en la piedra
como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

El amor es torbellino de pureza original
hasta el feroz animal susurra su dulce trino
detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros,
el amor con sus esmeros al viejo lo vuelve niño
y al malo sólo el cariño lo vuelve puro y sincero.

Se va enredando, enredando
como en el muro la hiedra
y va brotando, brotando
como el musguito en la piedra
como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

De par en par la ventana se abrió como por encanto
entró el amor con su manto como una tibia mañana
al son de su bella diana hizo brotar el jazmín
colando cual serafín al cielo le puso aretes
mis años en diecisiete los convirtió el querubín


Tradução

Voltar aos dezessete


Voltar aos dezessete depois de viver um século
é como decifrar signos sem ser sábio competente
voltar a ser de repente tão frágil como um segundo
voltar a sentir profundo como uma criança frente a
Deus
isso é o que eu sinto neste instante fértil.

Vai se enredando, enredando
como no muro a hera
e vai brotando, brotando
como o musguinho na pedra
como o musguinho na pedra, ai sim..., sim..., sim...

Meu passo recuado quando o de vocês avança
o arco das alianças penetrou em meu ninho
com todo seu colorido passeou por minhas veias
e até a dura corrente com a qual nos ata o destino
é como um diamante fino que ilumina minha alma serena
 

Vai se enredando, enredando
como no muro a hera
e vai brotando, brotando
como o musguinho na pedra
como o musguinho na pedra, ai sim..., sim..., sim...

O que pode o sentimento não o pôde o saber
nem o mais claro comportamento, nem o mais amplo
pensamento
tudo muda o momento qual mago condescendente
nos afasta docemente de rancores e violências
Só o amor com seu saber nos torna tão inocentes

Vai se enredando, enredando
como no muro a hera
e vai brotando, brotando
como o musguinho na pedra
como o musguinho na pedra, ai sim..., sim..., sim...

O amor é torvelinho de pureza original
Até o feroz animal sussurra seu doce canto
detém os peregrinos, libera os prisioneiros
o amor com seus caprichos o velho torna criança
e ao mau só o carinho o torna puro e sincero

Vai se enredando, enredando
como no muro a hera
e vai brotando, brotando
como o musguinho na pedra
como o musguinho na pedra, ai sim..., sim..., sim...

Completamente a janela se abriu como por encanto
entrou o amor com seu manto como uma morna manhã
ao som de seu belo toque fez brotar o jasmim
entrando qual serafim no céu colocou brincos
Meus anos em dezessete os converteu o querubim

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Enquanto isso na taverna da Villa...

O Ébrio

Clipe: Vicente Celestino - O Ébrio
Filme: O Ébrio
Ano: 1946
Diretor: Gilda de Abreu.
Elenco: Vicente Celestino, Alice Archambeau, Rodolfo Arena e Walter d'Ávila.
"Tornei-me um Ébrio e na bebida busco esquecer/Aquela ingrata que eu amava e que me abandonou/ Apedrejado pelas ruas vivo a sofrer..."

Composição : Vicente Celestino
 
Recitativo - Falado : Nasci artista. Fui cantor. Ainda pequeno levaram-me para uma escola de canto. O meu nome, pouco a pouco, foi crescendo, crescendo, até chegar aos píncaros da glória. Durante a minha trajetória artística tive vários amores. Todas elas juravam-me amor eterno, mas acabavam fugindo com outros, deixando-me a saudade e a dor. Uma noite, quando eu cantava a Tosca, uma jovem da primeira fila atirou-me uma flor. Essa jovem veio a ser mais tarde a minha legítima esposa. Um dia, quando eu cantava A Força do Destino, ela fugiu com outro, deixando-me uma carta, e na carta um adeus. Não pude mais cantar. Mais tarde, lembrei-me que ela, contudo, me havia deixado um pedacinho de seu eu: a minha filha. Uma pequenina boneca de carne que eu tinha o dever de educar. Voltei novamente a cantar mas só por amor à minha filha. Eduquei-a, fez-se moça, bonita... E uma noite, quando eu cantava ainda mais uma vez A Força do Destino, Deus levou a minha filha para nunca mais voltar. Daí pra cá eu fui caindo, caindo, passando dos teatros de alta categoria para os de mais baixa. Até que acabei por levar uma vaia cantando em pleno picadeiro de um circo. Nunca mais fui nada. Nada, não! Hoje, porque bebo a fim de esquecer a minha desventura, chamam-me ébrio. Ébrio...
Tornei-me um ébrio e na bebida busco esquecer
Aquela ingrata que eu amava e que me abandonou.
Apedrejado pelas ruas vivo a sofrer.
Não tenho lar e nem parentes, tudo terminou...
Só nas tabernas é que encontro meu abrigo.
Cada colega de infortúnio é um grande amigo,
Que embora tenham, como eu, seus sofrimentos,
Me aconselham e aliviam o meu tormento.
Já fui feliz e recebido com nobreza. Até
Nadava em ouro e tinha alcova de cetim
E a cada passo um grande amigo que depunha fé,
E nos parentes... confiava, sim!
E hoje ao ver-me na miséria tudo vejo então:
O falso lar que amava e que a chorar deixei.
Cada parente, cada amigo, era um ladrão;
Me abandonaram e roubaram o que amei.
Falsos amigos, eu vos peço, imploro a chorar:
Quando eu morrer, à minha campa nenhuma inscrição.
Deixai que os vermes pouco a pouco venham terminar
Este ébrio triste e este triste coração.
Quero somente que na campa em que eu repousar
Os ébrios loucos como eu venham depositar
Os seus segredos ao meu derradeiro abrigo
E suas lágrimas de dor ao peito amigo.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Música : À um click...


Mando mensagens pra você
Mas não estou certo se você vai ler
Sei que quando passo, já passou
Se já não sei mais nem quem eu sou

            Se estou online/ Ela desligada
            Se a três passos/ Ela não está
            Já estou cansado de tentar te acessar
            Dou azar em tudo/ Ela manda cartas
            Que eu não leio...

Dê seus ouvidos surdos pra mim
E não me deixe só, tão só assim
Na minha caixa não tem mais lugar
Queimo as cartas sem nem mesmo olhar
           
   Se estou online/ Ela analógica
            Se a dois passos/ Toma mais distância
            Estou procurando/ Mas não me procura
            Vai no link certo/ Eu não leio cartas
            Só e-mails...

Tô procurando por Vc
Faço de tudo pra isso acontecer
Se alguém te ensina a navegar
Depois a gente pode se encontrar

            Se estou online/ Minha marinheira
            Se a um clique/ Menor à distância
            Faça suas contas/ Enquanto eu disparo
            Local combinado/ Eu vou te buscar
            De joelhos...

            Se estou online/ Sonhando acordado
            Como tenho sorte/ De tentar te acessar
   Tá procurando/ Tô a sua procura
   Estou de quatro/ Teclados pro ar
   Lendo cartas...



Sérgio Laviann Drumond
        05/07/2008




quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Totens de Jade

Coração Bambo.

http://juventudeonline.com.br/estados/jcar/site/wp-content/uploads/2010/11/coracao.jpg


Por que? Eu sempre quero o que pra mim é impossível.
Não sei, me ajude, diga o que eu devo fazer.
Você acha que tudo que eu digo não é crível.
Errei, tentando explicar pra quem não quis saber.
Não sei, o que dizer não quero parecer volúvel.
Porque, eu te dei tudo o que você sonhava ter.
Errei, querendo mudar alguém que era incorrigível.
Você então me disse não e eu nem pude dizer.


Você me disse que eu não estava nos seus planos
Mas o que nos separa não é mais que um oceano
Não se esconda atrás dessa cortina de panos
Quero dizer que eu amo, ainda te amo. 
Tenho vontade de te ter de novo
O que eu mais quero é poder tocar teu corpo
Sentir todo o sabor que tem teu beijo
Meu bem há quanto tempo eu não te vejo.


Se danças fado e eu não sambo
É porque estás aqui e eu estou lá
Se tu és fada e eu mero bufão
Coração bambo, bambo coração.




31-12-2000
Sérgio Laviann Drummond.

sábado, 20 de novembro de 2010

"Tire o seu piercing do caminho que eu quero passar com a minha dor."

 
Piercing Zeca Baleiro.
 
tire o seu piercing do caminho                      
que eu quero passar com a minha dor           2X

pra elevar minhas idéias não preciso de incenso
eu existo porque penso tenso por isso insisto
são sete as chagas de cristo
são muitos os meus pecados
satanás condecorado na tv tem um programa
nunca mais a velha chama
nunca mais o céu do lado
disneylândia eldorado
vamos nós dançar na lama 
bye bye adeus gene kelly
como santo me revele como sinto como passo
carne viva atrás da pele aqui vive-se à mingua
não tenho papas na língua
não trago padres na alma
minha pátria é minha íngua
me conheço como a palma da platéia calorosa
eu vi o calo na rosa eu vi a ferida aberta
eu tenho a palavra certa pra doutor não reclamar
mas a minha mente boquiaberta
precisa mesmo deserta
aprender aprender a soletrar

Refrão

não me diga que me ama
não me queira não me afague
sentimento pegue e pague emoção compre em tablete
mastigue como chiclete jogue fora na sarjeta
compre um lote do futuro cheque para trinta dias
nosso plano de seguro cobre a sua carência
eu perdi o paraíso mas ganhei inteligência
demência felicidade propriedade privada
não se prive não se prove
dont't tell me peace and love
tome logo um engov pra curar sua ressaca
da modernidade essa armadilha
matilha de cães raivosos e assustados
o presente não devolve o troco do passado
sofrimento não é amargura
tristeza não é pecado
- lugar de ser feliz não é supermercado

Refrão

o inferno é escuro não tem água encanada
não tem porta não tem muro
não tem porteiro na entrada
e o céu será divino confortável condomínio
com anjos cantando hosanas nas alturas 
onde tudo é nobre e tudo tem nome 
onde os cães só latem
pra enxotar a fome 
todo mundo quer quer
quer subir na vida 
se subir ladeira espere a descida
se na hora "h"o elevador parar
no vigésimo quinto andar der aquele enguiço
- sempre vai haver uma escada de serviço

Refrão

todo mundo sabe tudo todo mundo fala
mas a língua do mudo ninguém quer estudá-la
quem não quer suar camisa não carrega mala
revólver que ninguém usa não dispara bala
casa grande faz fuxico
quem leva fama é a senzala
pra chegar na minha cama
tem que passar pela sala
quem não sabe dá bandeira
quem sabe que sabia cala
liga aí porta-bandeira não é mestre-sala
e não se fala mais nisso mas nisso não se fala

Refrão

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Amando o nada! (letra de música)


Estou triste
Neste Instante
Nao EXISTE
Mais Um Olhar Distante.

Olho Volta in
A PROCURAR
Mas nao nota
Nao Consigo encontrar

Alguém Vem
Me Beijar
Eu nao sou Ninguém
Sem PRA amar-me.

Nao Vou, Mais nao
Sofrer
Pensou
Só VOCÊ in.
Estou
Sem saber
Por sou ASSIM que?
O Que fazer?

Penso ir in
Pra Outro Lugar
Mais Nao Vou Sorrir
Toda VOLTAR AO Quinta.

Nao estou

Com Você
Meu Passou tempo
Sem eu perceber MESMO.

Indo Choro
A frustrada alma
Volto mentindo
Amando o nada!
  

2000/04/11.
Sérgio Drummond Laviann.

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